203404293487296 Compressas em lesões agudas e crônicas

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  • Monica Nóbrega

Compressas em lesões agudas e crônicas


As compressas são um método popular para cuidar de lesões, mas sua utilização incorreta pode agravar o quadro. Quando usar o frio ou o quente?

Em minha prática diária atendendo meus alunos, vez ou outra surge alguém com essa dúvida. Uma pancada no jogo de futebol, um torcicolo depois de uma noite maldormida, ou aquela dor recorrente nas articulações. Relembro as aulas que cursei na graduação de Educação Física e na pós de Fisiologia do Exercício, em que me familiarizei com o termo "RICE" - Rest, Ice, Compression e Elevation (Repouso, Gelo, Compressão e Elevação), indicados para o tratamento de lesões agudas (imediatamente após um traumatismo) em tecidos moles. Depois o termo ganhou um P "PRICE", de Proteção.

O termo "RICE" foi criado em 1978 pelo Dr. Gabe Mirkin, médico com 16 livros publicados, especialista em medicina esportiva, alergia e imunologia, pediatria e imunologia pediátrica. Naquela época ele defendia que o gelo era um excelente antiinflamatório e deveria ser utilizado em atletas lesionados ou que passaram por treinamento intenso e precisavam se recuperar rapidamente. Desde então o gelo tem sido um tratamento padrão utilizado por treinadores, fisioterapeutas, médicos do esporte e profissionais de Educação Física em diversos países.

No entanto, pesquisas realizadas mais de 30 anos depois comprovaram que, embora a utilização de gelo realmente diminua a dor e o edema (inchaço), evite hematomas e até mesmo anestesie a parte afetada, o seu uso pode atrasar a recuperação muscular. Também pode interferir na força, na velocidade, na resistência e na coordenação do atleta (Sports Med, Novembro 2011). Os autores deste artigo revisaram 35 estudos sobre resfriamento em que a maioria utilizou gelo por mais de 20 minutos. Eles recomendam que, no caso de recuperação muscular, compressas de gelo devem ser aplicadas por menos de 5 minutos, e em seguida o local deve ser aquecido por um período, antes do retorno às atividades.

Em um estudo publicado no The American Journal of Sports Medicine em junho de 2013, atletas foram instruídos a se exercitarem tão intensamente que desenvolveram um dano muscular severo e dores musculares intensas. A utilização de compressas de gelo não acelerou a recuperação muscular. Além disso, um resumo de 22 artigos científicos não encontrou quase nenhuma evidência de que o gelo e a compressão aceleraram a cura de lesões, embora o gelo, aliado aos exercícios, tenha ajudado a curar os entorses do tornozelo (The American Journal of Sports Medicine, janeiro de 2004; 32 (1) : 251-261).

A inflamação é uma tentativa do corpo de se curar, pois o aumento do fluxo sanguineo traz células chamadas macrófagos para a área lesionada. Esses macrófagos liberam uma substância denominada IGF-1 que auxilia na recuperação muscular e de outras estruturas com lesão.

Compressa fria: em geral, quando ocorre uma lesão como pancada, luxação, distenção ou entorse, procure proteger e elevar a área lesionada. Aplique gelo envolvido em um pano, para não queimar a pele, e evite movimentar o local até que tenha um atendimento médico. Pode haver fraturas ou alguma outra situação séria. Se for uma lesão mais leve, você pode mover e utilizar a parte lesionada com cuidado, desde que o movimento não piore a dor e o desconforto.

Compressa quente: indicada para diminuir a dor; em lombalgias e contraturas nas costas; dores crônicas e para promover relaxamento muscular e conforto articular.

Terapia de Contraste: Rodrigo Bernardes, fisioterapeuta e colega de profissão que atua em Campinas, SP, me orientou a fazer contraste quando caí de uma escada e tive um entorse no tornozelo esquerdo. O resultado foi rápido e proporcionou muito conforto, com alívio da dor e diminuição do edema. Funciona assim: Encher uma bacia com água quente e outra com água gelada (com alguns cubos de gelo). Começar com 6 minutos de imersão do membro afetado em água quente, alternando com 1 minuto na água gelada. Ir diminuindo o tempo de água quente em 1 minuto, alternando sempre com 1 minuto de água gelada, até que chegue a 1 minuto de água quente e terminando com 1 minuto de água gelada. Fazer a elevação do membro afetado e repouso com proteção e imobilização. Fiz por três dias e foi excelente.

Espero que estas dicas sejam úteis! Abraço da Prof. Monica e até a próxima!

Referências:

Why Ice Delays Recovery - http://www.drmirkin.com

Compressa Quente ou Fria? - http://www.oswaldocruz.com

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